Trata-se da primeira pescaria catalã e a primeira pescaria espanhola a operar 100% no Mediterrâneo a avançar para avaliação completa do Padrão de Pesca do Marine Stewardship Council (MSC).
19 de Fevereiro de 2026 - A organização sem fins lucrativos Marine Stewardship Council (MSC) anuncia que a pescaria catalã de linha de mão que captura atum-rabilho selvagem iniciou o processo de avaliação completa para certificar as suas capturas ao abrigo do Padrão de Pesca do MSC.
Este Padrão, amplamente reconhecido como o quadro de avaliação da sustentabilidade da pesca extrativa mais rigoroso e credível do mundo, permite certificar pescarias sustentáveis e bem geridas, e baseia-se em três princípios fundamentais: populações de peixes produtivas e saudáveis; minimização do impacto sobre o ambiente marinho como um todo; e um sistema eficaz de gestão das pescarias. O processo de auditoria será realizado pelo certificador independente DNV para os três princípios mencionados.
Caso a avaliação seja concluída com sucesso, o atum-rabilho (Thunnus thynnus) proveniente desta pescaria poderá obter a certificação de pesca sustentável do MSC, o Selo Azul.
Uma pescaria reconstruída do zero
A atual pescaria artesanal de atum-rabilho na Catalunha é o resultado de um longo processo de reconstrução. Embora historicamente existisse uma frota artesanal dedicada à captura desta espécie, a grave crise da população de atum-rabilho durante a primeira década dos anos 2000 provocou o colapso desta atividade.
Um contexto favorável: a recuperação do atum-rabilho
A entrada em avaliação completa desta pescaria ocorre num contexto particularmente relevante: a recuperação comprovada da população de atum-rabilho do Atlântico Oriental e do Mediterrâneo, fruto de um intenso processo de gestão e controlo internacional liderado pela ICCAT nos últimos anos.
Durante a avaliação completa, uma equipa independente de auditores acreditados pelo MSC analisará a pescaria em relação aos três princípios do Padrão de Pesca anteriormente mencionados.
O processo inclui oportunidades de participação das partes interessadas e culminará num relatório público que determinará se a pescaria cumpre os requisitos para obter a certificação MSC.
“Não há melhor forma de começarmos este processo de certificação MSC do que com o nosso atum-rabilho, pescado pela frota artesanal catalã de linha de mão. Esta certificação seria para nós um orgulho, uma vez que atesta que um produto pesqueiro cumpre com os mais elevados padrões de sustentabilidade e boas práticas”, diz Màrius Vizcarro, da Federação Nacional Catalã de Confrarias de Pescadores. “Isto tornar-nos-ia distintos das restantes modalidades de pesca industrial de atum ou de aquicultura de engorda. Queremos certificar a qualidade na pesca para chegar melhor ao consumidor responsável.”
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